Da imaginação do premiado cartunista baiano Luis Augusto surgiu Lucas, o menino de quase 10 anos que levou para as tiras em quadrinhos as histórias, aventuras e dilemas vivenciados na infância. À medida que novos roteiros surgiam outros personagens emergiram da imaginação do artista. Hoje, a Turma do Lucas reúne mais de 50 personagens que ilustram situações relacionadas a drogas, sexualidade, racismo, religião, inclusão social, diferenças físicas e sociais, presentes nas 100 páginas do livro Fala, Menino! - As tiras em quadrinhos. A obra foi lançada no mercado literário brasileiro numa parceria da Fala Menino Produções com o selo Amarilys, da Editora Manole, no dia 16 de outubro de 2010, no espaço Saraiva Kids da livraria Megastore do Salvador Shopping.
O livro, que já teve lançamento nacional na Bienal do Livro de São Paulo, apresenta aos leitores baianos os personagens criados pelo autor para abordar o respeito às diferenças e promover o diálogo com a infância, ao longo dos 14 anos de existência da tira em quadrinhos. “Os adultos ficam ‘cheios de dedos’ com as crianças para falar de temas sérios. Nas tiras eu procuro respeitar o momento da criança, abordando com leveza e bom humor temas de gente grande, que também permeiam o universo infantil. Os argumentos precisam chegar às crianças para que elas possam formular dúvidas e questionar os pais”, observa o cartunista.
Além de Lucas - primeiro personagem da Fala Menino Produções criado por Luis Augusto, a partir da sua experiência de seis anos com crianças e adolescentes como arte-educador – Fala Menino! - As tiras em quadrinhos revela aos amantes de HQ’s outros personagens que representam as crianças em toda diversidade étnica, cultural ou social, característica da sociedade brasileira, inclusive aquelas que resistem na alma dos leitores de qualquer idade. O traçado característico do quadrinista dá vida a figurinhas como a hiperativa e faladeira Carolina; o cadeirante Caio, que aos seis anos e meio já leu toda a obra de Machado de Assis e enfrenta as dificuldades da falta de acessibilidade; o imaginativo Leandro, judeuzinho esperto, melhor amigo de Lucas; a menina de 7 anos, líder nata e revolucionária, Winnie; o gordinho Rafael que, “cego desde pequenininho, adora fazer esculturas e filosofar sobre tudo o que ainda não viu e o que a gente não vê”; os menores em situação de rua, Diogo e Esmolinha, que juntos vivenciam os dilemas da condição de exclusão social; o caçador dA pipa, o adolescente Felipe, dentre tantos outros tipos que dão asas à imaginação e tornam a reflexão inevitável, entre muitas gargalhadas.
“Para os leitores que já acompanham as histórias da turma da Fala Menino! o livro evidencia que os personagens estão mais fortes do que nunca. E, claro, mostra ao resto do país que a Bahia está apta a produzir HQ’s com tanta qualidade como em qualquer outro lugar”, instiga o autor.
Homenagens e Premiações
O reconhecimento público do trabalho do cartunista baiano Luis Augusto pode ser mensurado pelas diversas premiações nacionais recebidas ao longo da carreira. Alguns exemplos são o Troféu Bigorna 2008 – Melhor Cartunista do Brasil; a menção honrosa no 1º Prêmio Ibero Americano de Comunicação pelos Direitos da Infância (1999) - após concorrer com cerca de 500 trabalhos inscritos de todas as Américas e ficar entre os 11 finalistas, com o único trabalho inscrito em quadrinhos; a menção honrosa no 1º Concurso Nacional de Histórias em Quadrinhos da Academia Brasileira de Artes (SP), em 1995; o Prêmio HQ-MIX; dentre outros.
Parceiros do Unicef, a Fala Menino Produções e o personagem Lucas também foram reconhecidos pela ANDI - Agência de Notícias pelos Direitos da Infância pelo trabalho de promoção dos direitos da criança e do adolescente. Recentemente Luis Augusto integrou a equipe de cartunistas convidados para a publicação do álbum em quadrinhos MSP + 50, segundo volume da edição comemorativa dos 50 anos de carreira do desenhista Maurício de Sousa.
